segunda-feira, 21 de maio de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
“Conversas sobre Cristina Torres” no Casino Figueira – encerramento da festa dos 25 Anos
“Conversas sobre
Cristina Torres” foi a atividade escolhida para encerrar as festividades do 25º
aniversário da Escola Sec. de Cristina Torres, que tiveram o seu início em
Novembro do ano transato e terminam hoje, 16 de Maio.
Foi aberta a exposição “Vida e obra de Cristina
Torres”, inaugurada com a voz do aluno João Brás, do 9º ano, que nos brindou com um
hino excelentemente interpretado e que arrancou aplausos de todos os presentes.
Apresentada pelo prof. Fernando Miranda
e pela prof. Clara Martinho, a Dr.ª Irene Vaquinhas, docente na FLUC, foi a
palestrante convidada para falar sobre os Primeiros
30 anos da vida de Cristina Torres. Irene Vaquinhas agradeceu o convite
feito pela escola que lhe deu a oportunidade para dar a conhecer e conhecer
melhor uma mulher muito singular:
Cristina Torres dos Santos veio ao mundo em plena crise finissecular, uma
mulher com origens humildes, oriunda das classes trabalhadores, cujo pai,
Ricardo dos Santos, era alfaiate. Nas palavras de Cristina Torres, o facto de ser tão fraquinha e se recear que pudesse
vir a ser tísica, manteve-a afastada dos ateliers de alfaiataria durante a
sua primeira juventude, tendo ingressado na escola. Aprendeu mais tarde o
ofício de modista e começou a trabalhar tendo, no entanto, continuado a ler e a
cultivar-se como autodidata. Cristina Torres tinha um conhecimento profundo das
fracas condições de trabalho e da exploração existente na época e considerava
que só a instrução poderia permitir à mulher poder reivindicativo e
possibilidades de melhorar no campo profissional. Na sua juventude escrevia uma
coluna no jornal A Redenção, defensor
dos ideias de liberdade, coluna esse intitulada Os deveres e os direitos das mulheres. Escrevia assinando o próprio
nome mas também sob o pseudónimo «Maria República». A 15-9-1905 escreveu: “Porque esperamos? A necessidade da revolução é um facto. É urgente, é inadiável.”
Vive com grande alegria a Implantação da República e é ela que transporta a
bandeira. Em 1910 escreve: “Hoje nada
somos sem instrução”. Fundou a Associação de Instrução Fraternidade
Feminina que se ocupava de instruir as suas associadas. a associação criou em
1913 o jornal «União e Luz», de distribuição gratuita, onde Cristina Torres
escrevia sob o pseudónimo de Célia. Nem tudo foram rosas para Cristina Torres, a
quem chamavam a Cristininha do Ricardo e que na Figueira da Foz foi
apelidada de «feminista», sendo várias vezes admoestada para que não trouxesse essas ideias para a Figueira. No ano letivo de 1915-16 matricula-se na Faculdade
de Letras de Coimbra, onde se licencia em Ciências Históricas e Geográficas em
1920, casando depois com Albano Duque. Irene
Vaquinhas terminou a sua apresentação afirmando que os textos e as iniciativas
que Cristina Torres deixou tornaram-na um símbolo e uma referência modelar.
Seguiu-se a entrega do 21º Prémio
Literário Cristina Torres, pelas professoras responsáveis, do Grupo de
Português, Amélia Ribeira, Clara Nunes e Irene Fontinhas (os alunos premiados
encontram-se publicados neste jornal).
A
exposição, para além de contar com o trabalho da equipa da Biblioteca Escolar,
tem a preciosa colaboração da Biblioteca-Museu Dr. Santos Rocha, que cedeu o
seu espólio sobre a vida e obra de Cristina Torres, espólio esse riquíssimo e raro
que ninguém deve perder a oportunidade de visitar até ao dia 23 de Maio, no
Casino Figueira.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Carta de um Fidalgo
Figueira da Foz, 1 de maio de 2012
Caro Fidalgo, bom dia!
É curioso escrever-te hoje, dia do trabalhador. Claro que este dia nada simbolizará para pessoas como tu. Talvez tenhas agora tempo para pensares na importância de respeitar quem trabalha e sempre te serviu fielmente.
Presumo que ainda não saibas, mas assisti ao teu ‘julgamento’ no dia do juízo final. Não fiquei, todavia, surpreendida com o que soube. Afinal, era do conhecimento público que vivias uma vida de prazeres sem pensares uma única vez naqueles infelizes a quem, a pouco e pouco, tornavas a miserável vida ainda mais miserável! Como é que não tiveste a humildade de o reconheceres e de mostrares arrependimento?!
Durante o ‘julgamento’ apenas mostraste o que sempre fora tão característico na tua pessoa, ao longo de toda a vida: presunção, vaidade, arrogância e teimosia!
Julgavas que ser nobre e possuir “sangue azul” era o passaporte para o céu? Que ingenuidade, D. Anrique! Fica sabendo que, perante Deus, apenas as ações contam e, a este nível, de pouco te podes orgulhar. Nem a tua família respeitavas! E achavas que a tua esposa se mataria por teres, tão cedo, partido desta vida, deixando-a só. Foi o melhor presente que lhe podias ter alguma vez dado! Perante isso, com alguma tristeza, pergunto-me se alguém te Amou… A resposta que encontro não é agradável. A tua mulher procurava afeto junto de outros, pois só tinhas tempo para a ‘outra’, provavelmente menos merecedora do que ela. É bem provável que ninguém te tenha verdadeiramente amado!
Antes de terminar, ainda te vou dizer mais uma verdade: todos temos direito a uma segunda oportunidade, mas há que mostrar arrependimento… e tu nunca o fizeste, de tal modo era grande a tua cegueira! Conforma-te com o calor infernal do infernal batel.
E assim me despeço, Fidalgo.
Foi um desprazer conhecer-te! Até nunca mais, poderoso D. Anrique!
Ana Isabel.
H(à) Noite no Museu
Dormir no Museu Municipal Santos Rocha
Vinte alunos das turmas do 7º ano da Escola Secundária de Cristina Torres embarcaram numa aventura inédita que se prendeu com uma actividade proposta pelo grupo de História ao Museu Municipal e que prontamente foi acolhido por este serviço. A actividade que decorreu no final do dia 11 de maio e início de doze, prendeu-se com uma visita à Pré-História, mais propriamente, à Sala de Arqueologia. Contudo, as actividades preparadas pelo Museu incluíram uma “exploração” a todo o Museu. Os alunos foram acompanhados pelas professoras de História Clara Martinho e Isabel Sousa e pelos Técnicos do Museu Dr.ª Virgínia Espadinha e Santos silva.
Os alunos começaram a chegar às 19.30, com todos os artefactos necessários para dormir. Traziam, também, um jantar para partilhar. De seguida, começaram a chegar muitos outros Técnicos e Assistentes do Museu, assim como a Chefe de Divisão Dr.ª Margarida Perrolas e o Sr. Vereador da Cultura, Dr. António Tavares. A primeira grande surpresa foi um teatro feito no fantocheiro, inspirado no filme “À Noite no Museu”, em que as várias personagens representavam todos os animais que se podem encontrar neste Museu. Aos alunos foi oferecida uma lanterna e estes lançaram-se à aventura da busca dos animais “escondidos” em cada peça do Museu. A seguir, rumámos para um jardim interior, onde foi dada uma “lição de Arqueologia” pela Dr.ª Sónia Pinto, onde o Técnico Santos Silva conseguiu (quase) fazer fogo friccionando paus e de seguida foi feita uma fogueira onde se queimaram os marshmallows. Os alunos escreveram com carvão em painéis colocados nas paredes. Era já meia-noite e os adultos presentes começaram a ausentar-se. O cansaço começava a tomar conta dos alunos. Na sala de arqueologia montavam-se os sacos-cama e estava tudo a postos para uma sessão de cinema (À Noite no Museu II). Os mais resistentes viram o filme, outros jogaram, comeram-se muitas pipocas docinhas… e o sono ia chegando. De manhã, foi tempo de convívio, tomou-se o pequeno-almoço, descontracção e relaxamento com músicas e entretanto os pais iam chegando.
Era hora de voltar a casa. Iniciava-se um novo dia e muitos alunos tinham outras actividades…
Foi uma experiência muito enriquecedora e bonita. Obrigada pela excelente receção e estadia que nos proporcionaram.
Queremos voltar a repetir esta experiência.
Santos Silva e Dr.ª Ana Paula tentaram fazer " fogo Pré-Histórico"...
domingo, 13 de maio de 2012
"CAMINHADA COM CRISTINA TORRES"
No âmbito das atividades previstas no Plano Anual de Atividades do Projeto de Educação para a Saúde (PES) e das comemorações do 25º Aniversário da Escola, realizou-se na manhã do passado dia 13 de maio a “Caminhada com Cristina Torres”, que juntou a vertente do exercício físico com a histórica. Cerca de seis dezenas de pessoas, alunos, professores, encarregados de educação e amigos, aderiram ao desafio lançado pelo PES, e fizeram o percurso “surpresa” que teve início na Escola e terminou junto ao lago do Fozvillage. Os participantes tiveram oportunidade de passar por locais emblemáticos ligados à vida da patrona, onde puderam assistir a alguns quadros cénicos apresentados, pelos alunos do clube de teatro da escola. Os alunos do Clube de Teatro recriaram os momentos mais emocionantes da vida de Cristina Torres. Tendo Cristina Torres 19 anos foi implantada a República e a Figueira da Foz desenvolveu uma série de festejos que demonstravam o júbilo que sentiam pelo fim da monarquia e a esperança que depositavam no novo regime: A República. Pelas “ruas enladeiradas” correram jovens atores dando vivas à República recriando uma cena recordada por Cristina Torres. Já na Praça Nova é confiada a Cristina Torres a bandeira republicana do Centro Republicano José Falcão pelas mãos do Dr. Manuel Gomes Cruz (republicano, democrata e maçon tavaredense). Na Praça da Europa, de frente aos Paços do Concelho, foi encenada a situação trágica, que que Cristina Torres recebe das mãos de um funcionário da Escola Industrial Bernardino Machado uma comunicação de que iria ser transferida para uma escola de Braga e a despedida emocionada dos seu alunos. Junto ao Museu, foi recriado o episódio da comemoração do 25 de Abril na Figueira da Foz, na qual Cristina Torres teve ainda a honra de se incorporar e participar, muito embora tivesse nessa altura uma idade avançada. Por outro lado a Professora Clara Martinho, explicou em certos locais da cidade, a importância dos mesmos na vida de Cristina Torres: na Rua do Pinhal, uma casa onde habitou; nos Bombeiros Municipais, onde esteve instalada a Universidade Livre e no final da caminhada foi lido um poema seu: Sê bom, sê justo, sê leal (que serviu de lema às inscrições das camisolas da caminhada com Cristina Torres).
Participaram na organização da atividade além do PES, as professoras responsáveis pelo Clube de Teatro e Biblioteca Escolar, a Professora de História e o professor de Educação Física, respetivamente, Clara Martinho e Fernando Miranda. Colaboraram nesta atividade os alunos do 10ºano do Curso Tecnológico de Desporto da Escola.
Algumas entidades deram apoio logístico à organização e aos participantes, nomeadamente a Câmara Municipal, a Polícia de Segurança Pública e a Cruz Vermelha Portuguesa.
21ª Edição do Prémio Literário CRISTINA TORRES
O tema inspirou muito mais
trabalhos em prosa do que poesia, o que é natural, uma vez que as palavras
“Estórias “ e “mitos” sugerem textos narrativos.
A entrega dos prémios terá lugar
no dia 16 de maio, pelas 18 horas e 30 minutos, no Casino Figueira. Convidamos todos a estarem presentes e a aplaudirem os jovens escritores do concelho!
Às colegas que integraram o júri - professoras Inês Mendes,
Paula Valadas, Fernanda Craveiro e Isabel Felício - e à criadora do cartaz-
Carolina Campos - o nosso reconhecimento pela preciosa colaboração!
Aos nossos patrocinadores - Câmara Municipal
da Figueira da Foz, Freguesia de Tavarede, Soporcel, Celbi e Casino Figueira –
os nossos agradecimentos por permitirem que premiemos condignamente os
vencedores!
Num ano especial para a nossa
escola, já que comemora 25 anos de existência, esta foi a homenagem dos
professores de Português a Cristina Torres.
Aqui ficam os resultados.
PARABÉNS aos jovens escritores!
A equipa do Prémio.
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ESCALÃO A
(dos 11 aos 13 anos)
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PROSA
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PRÉMIO DO ESCALÂO A
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Inês
Dias Grou
Escola
Secundária c/ 3º CEB de Cristina Torres, 8ºC
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ESCALÃO B (dos 14 aos
16 anos)
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PROSA
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1º PRÉMIO
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Jennifer
Pinto de Oliveira
Escola
Secundária c/ 3º CEB de Cristina Torres, 10ºE
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2º PRÉMIO
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Dinis
Santos Pereira
Escola
Secundária c/ 3º CEB de Cristina Torres, 11ºC
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3º PRÉMIO
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Jéssica
Morgado Rodrigues
Escola
Secundária c/ 3º CEB de Cristina Torres, 10ºE
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MENÇÃO
HONROSA
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Énia
Sofia Sá Ferreira Patrício
Escola
Secundária c/3ºCEB Dr. Joaquim de Carvalho, 10º I
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POESIA
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1º PRÉMIO
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Mariana
Catarina Amado Trindade Marques
Escola
Secundária c/3ºCEB Dr. Joaquim de Carvalho, 11ºA
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ESCALÃO C (dos 17 aos 20 anos)
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PROSA
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1ºPRÉMIO
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Daniela Priscila Marinheiro Marques
Escola Secundária c/ 3º CEB de Cristina Torres, 11ºE
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2º PRÉMIO
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Inês Correia
Escola Secundária c/ 3º CEB de Cristina Torres, 12ºD
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3º PRÉMIO
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Carolina Carvalheiro Timóteo
Escola Secundária c/ 3º CEB de Cristina Torres, 11ºC
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
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