quarta-feira, 23 de maio de 2012

Falecimento do Sr. Luís

Lamentamos o falecimento do Sr. Luís, Assistente Operacional há muitos anos na nossa Escola.
Informamos que os eu funeral se realiza hoje, na Igreja Matriz da Figueira da Foz, às 15.00.
 O sr. Luís era um músico de excelência

Paz à sua alma.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

“Conversas sobre Cristina Torres” no Casino Figueira – encerramento da festa dos 25 Anos

“Conversas sobre Cristina Torres” foi a atividade escolhida para encerrar as festividades do 25º aniversário da Escola Sec. de Cristina Torres, que tiveram o seu início em Novembro do ano transato e terminam hoje, 16 de Maio.
         Foi aberta a exposição “Vida e obra de Cristina Torres”, inaugurada com a voz do aluno João Brás, do 9º ano, que nos brindou com um hino excelentemente interpretado e que arrancou aplausos de todos os presentes.
         Apresentada pelo prof. Fernando Miranda e pela prof. Clara Martinho, a Dr.ª Irene Vaquinhas, docente na FLUC, foi a palestrante convidada para falar sobre os Primeiros 30 anos da vida de Cristina Torres. Irene Vaquinhas agradeceu o convite feito pela escola que lhe deu a oportunidade para dar a conhecer e conhecer melhor uma mulher muito singular: Cristina Torres dos Santos veio ao mundo em plena crise finissecular, uma mulher com origens humildes, oriunda das classes trabalhadores, cujo pai, Ricardo dos Santos, era alfaiate. Nas palavras de Cristina Torres, o facto de ser tão fraquinha e se recear que pudesse vir a ser tísica, manteve-a afastada dos ateliers de alfaiataria durante a sua primeira juventude, tendo ingressado na escola. Aprendeu mais tarde o ofício de modista e começou a trabalhar tendo, no entanto, continuado a ler e a cultivar-se como autodidata. Cristina Torres tinha um conhecimento profundo das fracas condições de trabalho e da exploração existente na época e considerava que só a instrução poderia permitir à mulher poder reivindicativo e possibilidades de melhorar no campo profissional. Na sua juventude escrevia uma coluna no jornal A Redenção, defensor dos ideias de liberdade, coluna esse intitulada Os deveres e os direitos das mulheres. Escrevia assinando o próprio nome mas também sob o pseudónimo «Maria República». A 15-9-1905 escreveu: “Porque esperamos? A necessidade da revolução é um facto. É urgente, é inadiável.” Vive com grande alegria a Implantação da República e é ela que transporta a bandeira. Em 1910 escreve: “Hoje nada somos sem instrução”. Fundou a Associação de Instrução Fraternidade Feminina que se ocupava de instruir as suas associadas. a associação criou em 1913 o jornal «União e Luz», de distribuição gratuita, onde Cristina Torres escrevia sob o pseudónimo de Célia.  Nem tudo foram rosas para Cristina Torres, a quem chamavam a Cristininha do Ricardo e que na Figueira da Foz foi apelidada de «feminista», sendo várias vezes admoestada para que não trouxesse essas ideias para a Figueira.  No ano letivo de 1915-16 matricula-se na Faculdade de Letras de Coimbra, onde se licencia em Ciências Históricas e Geográficas em 1920, casando depois com Albano Duque. Irene Vaquinhas terminou a sua apresentação afirmando que os textos e as iniciativas que Cristina Torres deixou tornaram-na um símbolo e uma referência modelar.
         Seguiu-se a entrega do 21º Prémio Literário Cristina Torres, pelas professoras responsáveis, do Grupo de Português, Amélia Ribeira, Clara Nunes e Irene Fontinhas (os alunos premiados encontram-se publicados neste jornal).
        

A cerimónia encerrou com o discurso do diretor da escola, Maomede Cabrá, que aproveitou para fazer o lançamento da brochura “25 anos a formar… 25 anos a educar” e  agradecer a colaboração e presença de todos, com destaque para os alunos premiados, a Câmara Municipal e Casino Figueira, e em especial aos seus “braços-direitos”, as profs. Alcina Andrade e Preciosa Romão.
         A exposição, para além de contar com o trabalho da equipa da Biblioteca Escolar, tem a preciosa colaboração da Biblioteca-Museu Dr. Santos Rocha, que cedeu o seu espólio sobre a vida e obra de Cristina Torres, espólio esse riquíssimo e raro que ninguém deve perder a oportunidade de visitar até ao dia 23 de Maio, no Casino Figueira.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Carta de um Fidalgo

Figueira da Foz, 1 de maio de 2012

Caro Fidalgo, bom dia!
É curioso escrever-te hoje, dia do trabalhador. Claro que este dia nada simbolizará para pessoas como tu. Talvez tenhas agora tempo para pensares na importância de respeitar quem trabalha e sempre te serviu fielmente.
Presumo que ainda não saibas, mas assisti ao teu ‘julgamento’ no dia do juízo final. Não fiquei, todavia, surpreendida com o que soube. Afinal, era do conhecimento público que vivias uma vida de prazeres sem pensares uma única vez naqueles infelizes a quem, a pouco e pouco, tornavas a miserável vida ainda mais miserável! Como é que não tiveste a humildade de o reconheceres e de mostrares arrependimento?!
Durante o ‘julgamento’ apenas mostraste o que sempre fora tão característico na tua pessoa, ao longo de toda a vida: presunção, vaidade, arrogância e teimosia!
Julgavas que ser nobre e possuir “sangue azul” era o passaporte para o céu? Que ingenuidade, D. Anrique! Fica sabendo que, perante Deus, apenas as ações contam e, a este nível, de pouco te podes orgulhar. Nem a tua família respeitavas! E achavas que a tua esposa se mataria por teres, tão cedo, partido desta vida, deixando-a só. Foi o melhor presente que lhe podias ter alguma vez dado! Perante isso, com alguma tristeza, pergunto-me se alguém te Amou… A resposta que encontro não é agradável. A tua mulher procurava afeto junto de outros, pois só tinhas tempo para a ‘outra’, provavelmente menos merecedora do que ela. É bem provável que ninguém te tenha verdadeiramente amado!
Antes de terminar, ainda te vou dizer mais uma verdade: todos temos direito a uma segunda oportunidade, mas há que mostrar arrependimento… e tu nunca o fizeste, de tal modo era grande a tua cegueira! Conforma-te com o calor infernal do infernal batel. 
E assim me despeço, Fidalgo.
Foi um desprazer conhecer-te! Até nunca mais, poderoso D. Anrique!
Ana Isabel.
nº3 – 9ºC

H(à) Noite no Museu


Dormir no Museu Municipal Santos Rocha

Vinte alunos das turmas do 7º ano da Escola Secundária de Cristina Torres embarcaram numa aventura inédita que se prendeu com uma actividade proposta pelo grupo de História ao Museu Municipal e que prontamente foi acolhido por este serviço. A actividade que decorreu no final do dia 11 de maio e início de doze, prendeu-se com uma visita à Pré-História, mais propriamente, à Sala de Arqueologia. Contudo, as actividades preparadas pelo Museu incluíram uma “exploração” a todo o Museu. Os alunos foram acompanhados pelas professoras de História Clara Martinho e Isabel Sousa e pelos Técnicos do Museu Dr.ª Virgínia Espadinha e Santos silva.
Os alunos começaram a chegar às 19.30, com todos os artefactos necessários para dormir. Traziam, também, um jantar para partilhar. De seguida, começaram a chegar muitos outros Técnicos e Assistentes do Museu, assim como a Chefe de Divisão Dr.ª Margarida Perrolas e o Sr. Vereador da Cultura, Dr. António Tavares. A primeira grande surpresa foi um teatro feito no fantocheiro, inspirado no filme “À Noite no Museu”, em que as várias personagens representavam todos os animais que se podem encontrar neste Museu. Aos alunos foi oferecida uma lanterna e estes lançaram-se à aventura da busca dos animais “escondidos” em cada peça do Museu. A seguir, rumámos para um jardim interior, onde foi dada uma “lição de Arqueologia” pela Dr.ª Sónia Pinto, onde o Técnico Santos Silva conseguiu (quase) fazer fogo friccionando paus e de seguida foi feita uma fogueira onde se queimaram os marshmallows. Os alunos escreveram com carvão em painéis colocados nas paredes. Era já meia-noite e os adultos presentes começaram a ausentar-se. O cansaço começava a tomar conta dos alunos. Na sala de arqueologia montavam-se os sacos-cama e estava tudo a postos para uma sessão de cinema (À Noite no Museu II). Os mais resistentes viram o filme, outros jogaram, comeram-se muitas pipocas docinhas… e o sono ia chegando. De manhã, foi tempo de convívio, tomou-se o pequeno-almoço, descontracção e relaxamento com músicas e entretanto os pais iam chegando.
Era hora de voltar a casa. Iniciava-se um novo dia e muitos alunos tinham outras actividades…
Foi uma experiência muito enriquecedora e bonita. Obrigada pela excelente receção e estadia que nos proporcionaram.
Queremos voltar a repetir esta experiência.


O Vereador da Cultura também provou os marshmallows




Curiosidades  
                                                                                                                          Santos Silva e Dr.ª Ana Paula  tentaram  fazer " fogo Pré-Histórico"...