sábado, 26 de maio de 2012

Seminário sobre Obesidade Infanto-Juvenil


Organizado pelo Grupo de Educação Física,  decorreu na nossa escola no dia 23 de maio, aberto a toda a comunidade, um Seminário sobre “Obesidade Infanto-Juvenil” com um elenco de preletores de alto nível.
A prof. Paula Valadas iniciou o seminário com a apresentou do estudo realizado na comunidade escolar, numa amostra de 423 alunos do 7º ao 12º anos (12-20 anos), levado a cabo pelos professores José Martins e João Lourenço.
Seguiu-se a Drª Lourdes Mota, Médica Pediatra no HDFF, que falou do “Projeto 3’S”, realizado em crianças na idade pré-escolar em 2008, e que nos deu uma perspetiva interessante sobre a realidade da nossa comunidade.
A Drª Carla Sérgio, Médica Familiar, apresentou o projeto “Prevenir, como e porquê”, que incidiu sobre os estilos de vida em alguns países da Europa, e sobretudo em Portugal, e deixou alguns conselhos à comunidade escolar.
    O Dr. Paulo Mendes, Nutricionista, do Serviço de Nutrição e Alimentação no HDFF, frisou que o problema maior está na mentalidade dos pais, pois estes têm de se responsabilizar pelo estilo de vida do seu filho. Falou ainda que algumas mudanças foram feitas, há alguns atrás, no campo da alimentação quando as escolas aderiram ao projeto de comida saudável nos bufetes, realçando o facto de a nossa escola ter sido pioneira nessa mudança.
    Leonilde Inácio, Psicóloga da nossa escola, apresentou os aspetos psicológicos relacionados com o tema em causa e falou sobretudo da sua experiência de gabinete. Realçou o facto de que, quando os problemas surgem, a ida ao gabinete nunca é diretamente relacionada com o problema da obesidade.
    O prof. Edgar Pereira veio debruçar-se sobre o que a atividade física pode fazer no sentido de prevenir a obesidade, ou mesmo ajudar a eliminá-la, com exceção dos casos patológicos, uma vez que atualmente o currículo da disciplina já engloba aspetos que dizem respeito à saúde. No entanto, pela sua carga horária, a Educação Física não consegue resolver o problema, mas pode aconselhar e direcionar os alunos para fazerem educação física fora da escola.
     O diretor Maomede Cabrá encerrou o seminário agradecendo a presença de todos, especialmente dos oradores convidados, realçando algumas das melhorias na escola, no campo da alimentação, ao longo destes últimos tempos.
Foi uma escolha feliz o tema deste seminário, pois a obesidade deve ser considerada uma doença, e os preletores deixaram conselhos úteis para a prevenção do problema.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Visita de turmas da escola à Exposição do Casino sobre Cristina Torres

Na sequência das atividades de encerramento das comemorações dos 25 anos da nossa escola, foi realizadoa no Casino uma Exposição sobre a Vida e Obra de Cristina Torres.
A Escola levou alunos das turmas 10º D, 11º F, 10º B e 10º C, que nos dias 21 e 22 de maio visitaram a exposição acompanhados, respetivamente, pelos professores: Isilda Marques, Isabel Felício, Pedro Jorge e Rui Rodrigues. A visita foi guiada pela Professora Bibliotecária, Isabel Sousa, que acompanhou as quatro turmas.
Muito obrigada ao Museu, Biblioteca e Arquivo que cederam um leque de documentos e objetos sobre e de Cristina Torres. Agrademos à GNR por nos ter disponibilizado o transporte e a todos os Professores envolvidos.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Falecimento do Sr. Luís

Lamentamos o falecimento do Sr. Luís, Assistente Operacional há muitos anos na nossa Escola.
Informamos que os eu funeral se realiza hoje, na Igreja Matriz da Figueira da Foz, às 15.00.
 O sr. Luís era um músico de excelência

Paz à sua alma.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

“Conversas sobre Cristina Torres” no Casino Figueira – encerramento da festa dos 25 Anos

“Conversas sobre Cristina Torres” foi a atividade escolhida para encerrar as festividades do 25º aniversário da Escola Sec. de Cristina Torres, que tiveram o seu início em Novembro do ano transato e terminam hoje, 16 de Maio.
         Foi aberta a exposição “Vida e obra de Cristina Torres”, inaugurada com a voz do aluno João Brás, do 9º ano, que nos brindou com um hino excelentemente interpretado e que arrancou aplausos de todos os presentes.
         Apresentada pelo prof. Fernando Miranda e pela prof. Clara Martinho, a Dr.ª Irene Vaquinhas, docente na FLUC, foi a palestrante convidada para falar sobre os Primeiros 30 anos da vida de Cristina Torres. Irene Vaquinhas agradeceu o convite feito pela escola que lhe deu a oportunidade para dar a conhecer e conhecer melhor uma mulher muito singular: Cristina Torres dos Santos veio ao mundo em plena crise finissecular, uma mulher com origens humildes, oriunda das classes trabalhadores, cujo pai, Ricardo dos Santos, era alfaiate. Nas palavras de Cristina Torres, o facto de ser tão fraquinha e se recear que pudesse vir a ser tísica, manteve-a afastada dos ateliers de alfaiataria durante a sua primeira juventude, tendo ingressado na escola. Aprendeu mais tarde o ofício de modista e começou a trabalhar tendo, no entanto, continuado a ler e a cultivar-se como autodidata. Cristina Torres tinha um conhecimento profundo das fracas condições de trabalho e da exploração existente na época e considerava que só a instrução poderia permitir à mulher poder reivindicativo e possibilidades de melhorar no campo profissional. Na sua juventude escrevia uma coluna no jornal A Redenção, defensor dos ideias de liberdade, coluna esse intitulada Os deveres e os direitos das mulheres. Escrevia assinando o próprio nome mas também sob o pseudónimo «Maria República». A 15-9-1905 escreveu: “Porque esperamos? A necessidade da revolução é um facto. É urgente, é inadiável.” Vive com grande alegria a Implantação da República e é ela que transporta a bandeira. Em 1910 escreve: “Hoje nada somos sem instrução”. Fundou a Associação de Instrução Fraternidade Feminina que se ocupava de instruir as suas associadas. a associação criou em 1913 o jornal «União e Luz», de distribuição gratuita, onde Cristina Torres escrevia sob o pseudónimo de Célia.  Nem tudo foram rosas para Cristina Torres, a quem chamavam a Cristininha do Ricardo e que na Figueira da Foz foi apelidada de «feminista», sendo várias vezes admoestada para que não trouxesse essas ideias para a Figueira.  No ano letivo de 1915-16 matricula-se na Faculdade de Letras de Coimbra, onde se licencia em Ciências Históricas e Geográficas em 1920, casando depois com Albano Duque. Irene Vaquinhas terminou a sua apresentação afirmando que os textos e as iniciativas que Cristina Torres deixou tornaram-na um símbolo e uma referência modelar.
         Seguiu-se a entrega do 21º Prémio Literário Cristina Torres, pelas professoras responsáveis, do Grupo de Português, Amélia Ribeira, Clara Nunes e Irene Fontinhas (os alunos premiados encontram-se publicados neste jornal).
        

A cerimónia encerrou com o discurso do diretor da escola, Maomede Cabrá, que aproveitou para fazer o lançamento da brochura “25 anos a formar… 25 anos a educar” e  agradecer a colaboração e presença de todos, com destaque para os alunos premiados, a Câmara Municipal e Casino Figueira, e em especial aos seus “braços-direitos”, as profs. Alcina Andrade e Preciosa Romão.
         A exposição, para além de contar com o trabalho da equipa da Biblioteca Escolar, tem a preciosa colaboração da Biblioteca-Museu Dr. Santos Rocha, que cedeu o seu espólio sobre a vida e obra de Cristina Torres, espólio esse riquíssimo e raro que ninguém deve perder a oportunidade de visitar até ao dia 23 de Maio, no Casino Figueira.