quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Comportamentos de risco-modos de atuação




Decorreram nos dias 29 de janeiro, na Escola Cristina Torres e 19 de fevereiro, na Escola Pintor Mário Augusto, ações de formação para Assistentes Operacionais sobre “Comportamentos de risco – modos de atuação”, dinamizadas pelo Dr. Alexandre Ferreira, técnico da Associação Fernão Mendes Pinto. As sessões promovidas pela Equipa PES tiveram como finalidade sensibilizar estes profissionais para a identificação de comportamentos de risco nos jovens e modos de atuação.
Com um discurso claro e esclarecedor o Dr. Alexandre captou a atenção de todos através de uma constante interação com o público, esclarecendo dúvidas e dando pistas para a resolução de situações problemáticas.
A Escola agradece a gentileza, empenho e disponibilidade deste técnico na realização das sessões. 

A magia do teatro



No dia 21 de fevereiro tivemos o prazer de ter na escola sede do agrupamento Figueira Norte o ator António Fonseca que nos presentou com uma dramatização de extratos da obra Os Lusíadas.
O espetáculo constituiu um mergulho no universo mágico da grande obra épica da literatura portuguesa, abordada de uma forma coloquial, em que se misturaram sabiamente a declamação de episódios e extratos significativos com comentários que não só acionavam a atualização da obra como promoviam a interação com o público – os nossos jovens alunos.
“Eu quero fazer uma atualização d’ Os Lusíadas, não a sua arqueologia», afirmou António Fonseca. «Quero contá-la neste tempo, porque as grandes histórias fazem sentido, inquietam, fazem rir e chorar, não só na altura em que são escritas como mil anos depois.»
A iniciativa, promovida pelos professores de Português, proporcionou um momento único a cerca de duzentos alunos do 9º e 12º anos. Assim, o espetáculo ocorreu em dois momentos distintos: de manhã, uma versão destinada aos alunos do 12º ano, que têm vindo a estudar Os Lusíadas,  e à tarde a versão para os alunos do 9º ano (que irão começar o seu estudo dentro em breve).  
Durante cerca de três horas, António Fonseca declamou, de memória, extratos de Os Lusíadas, comentando passagens, explicitando partes para os alunos, que ouviram em silêncio a declamação, apenas interrompida pelos risos provocados pelos comentários do ator. Foi efetivamente surpreendente a atenção com que os alunos bebiam as palavras do ator, numa atitude de expetativa e descoberta renovadas. Como é que António Fonseca conseguiu cativá-los? O próprio afirma que “Como ator, quero que as pessoas se riam, se emocionem e, eventualmente, se inquietem”. O ator procurou (e conseguiu…) maravilhar os alunos, e despertar ou renovar a curiosidade pelo texto de Camões, numa abordagem diferente mas simultaneamente complementar do trabalho desenvolvido pelos professores.
"Há mais de dois anos sonhei dizer Os Lusíadas de cor. A ideia foi-se-me impondo. (...) Comecei verso por verso, estrofe por estrofe, episódio por episódio, canto por canto. Foi-se-me revelando uma grande estória da vida, uma grande estória da condição de ser humano, uma metáfora enorme da nossa condição de seres históricos, em qualquer sítio, em qualquer contexto cultural, em qualquer tempo", diz no seu blogue, onde explica por que se decidiu pegar na obra-prima de Luís Vaz de Camões.
Talvez porque a obra seja recriada não só de memória mas, sobretudo, com o coração, a atuação de António Fonseca foi perfeita e este constituiu um momento que, certamente, perdurará na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de a ela assistir.

A coordenadora do Departamento de Línguas,
Isilda Marques

                                                                                                                                                             



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Workshop RED & LI (Recursos Educativos Digitais & Literacias da Informação)

No dia 19 de fevereiro, pelas 14.30, na sala 2 A decorreu uma sessão sobre Recursos educativos digitais dinamizada pela Professora bibliotecária, Isabel Sousa e destinada a docentes.
O objetivo da sessão era que os professores participantes criassem um blogue no Blogger e publicassem um texto em PDF através dos Issuu. Também se previa a publicação de imagens em formato dinâmico no Slide.ly.
Estiveram presentes na sessão 9 docentes e a Psicóloga do Agrupamento. Os trabalhos decorreram com normalidade e no final a maioria dos objetivos previstos para esta sessão tinham sido cumpridos.
Os trabalhos serão retomados em outra sessão. Estão desde já estes e outros professores convidados a participar.
O ensino do séc. XXI exige a difusão de conteúdos digitais, a informação faz parte do processo que leva ao conhecimento, como tal estas ferramentas da Web 2.0 estão na ordem do dia.

Vitrine da Sala 23 - O Estado Novo e o Desporto

Em memória de Eusébio, o Grupo de História e a Biblioteca Escolar realizaram uma exposição sobre o desporto no Estado Novo e em especial o seu ícone maior, Eusébio. Através da imagem e do texto demonstrou-se como o futebol nacional e a figura de Eusébio tiveram um papel determinante no enaltecimento e afirmação do regime além fronteiras e da  legitimação do  império colonial.


Quando escrevemos, escrevemos para quem? Como será o teu leitor ideal?





O meu leitor ideal é alguém que não conheço, mas que me conhece e que me entende logo pelas primeiras frases, alguém que se consegue colocar no meu lugar ou na minha situação. Não interessa se é homem ou mulher, interessa que seja alguém capaz de imaginar a história/episódio que relatei.
O meu leitor ideal precisa principalmente de ter imaginação e muita compreensão, porque eu sei o quanto é difícil entender-me.
Talvez ele não exista, porque não há ninguém capaz de sentir o que eu sinto, o que eu imagino... ou talvez sim, quem sabe?

E o teu leitor ideal? Como é ele?

Ana Borges 10ºE

O sal da língua

O sal da língua
Escuta, escuta: tenho ainda
uma coisa a dizer.
Não é importante, eu sei, não vai
salvar o mundo, não mudará
a vida de ninguém - mas quem
é hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de alguém?
Escuta-me, não te demoro.
É coisa pouca, como a chuvinha
que vem vindo devagar.
São três, quatro palavras, pouco
mais. Palavras que te quero confiar,
para que não se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas são a casa, o sal da língua.

Eugénio de Andrade





O poema acima foi extraído do livro "O Sal  da Língua", Fundação Eugénio de Andrade - Porto (Portugal), 1995.
A propósito deste poema, a Anastasiya Grakholska, do 11ºE, escreveu três palavras que são, para ela, o sal da língua.
As palavras não são apenas uma maneira de nós podermos comunicar, são muito mais do que isso… Mas, infelizmente, nem  todos lhes dão valor. 
Temos possibilidade de usar as palavras de forma ruim ou, pelo contrário, de forma delicada. Para mim, que sou, por vezes, uma pessoa bastante sensível, as palavras mais importantes são palavras bonitas e sem crueldade. Por exemplo, a palavra "família". Porque vivi sem os meus pais durante alguns anos, aprendi a dar valor a tal palavra. Também as palavras "amor" ou "amizade" me dizem muito. Pretendem transmitir coisas boas, positivas e isso agrada-me. Tenho muitos conhecidos, mas não posso dizer que tenha muitas amizades. Todos os adolescentes têm paixões, mas também não posso dizer que sei o que é o Amor.
Concluindo, posso dizer que o que sinto pela Amizade é carinho e preocupação e que pela minha Família sinto um grande Amor.


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Tertúlia de Sabores - Escola Pintor Mário Augusto

No dia 19 de fevereiro, pelas 16 horas e 30 minutos, teve lugar uma atividade, integrada no Plano Anual de Atividades do Agrupamento de Escolas Figueira Norte (AEFN),  dinamizada pela Biblioteca Escolar da Escola Básica 2, 3 Pintor Mário Augusto e pela editora Bruaá, na pessoa do editor Miguel Gouveia.
Tertúlia de Sabores foi o nome dado a esta atividade que contou com a participação dos professores do 1º ciclo e do pré-escolar do AEFN e que, antes de mais, foi um encontro de colegas, de amigos, de gente que se interessa por livros e por leitura, de gente não enredada em estereotipias literárias, distorcidas e redutoras. Foi um encontro de profissionais da educação que se reuniram na biblioteca, espaço por demais adequado ao tema, visto que, se outrora as grandes discussões, os grandes encontros de intelectuais, os debates políticos se faziam nos cafés, espaço de sociabilização urbana por excelência, no séc. XXI, a biblioteca (e especialmente a biblioteca escolar) terá igualmente a mesma função, é um espaço dinamizador de aprendizagem, de espírito crítico, de informação transformada em conhecimento, em literacias da informação.
Tertúlia de sabores - porque a leitura, o debate, as conversas são para serem saboreadas, degustadas sem pressas, com prazer e vontade de repetir e, se acompanhadas com uma chávena de chá, a simbiose é perfeita.
Este encontro foi muito importante para conhecer melhor a editora Bruaá, sedeada na Figueira da Foz, que aposta na publicação de livros (texto e ilustração) de qualidade e na divulgação de autores de renome internacional, na área da escrita infantil.
Foi uma tarde muito interessante e instrutiva entre o bruaá dos livros, aquele ruidozinho tão gostoso e tão familiar, que ouvimos quando os folheamos e que sentimos como um abrir de portas.