sexta-feira, 7 de março de 2014

Ex Aequo na Escola Cristina Torres


Ex Aequo na Cristina Torres

No dia 26 de fevereiro, a Escola Cristina Torres, no âmbito do Projeto de Educação para a Saúde (PES), em parceria com o Centro de Saúde de Buarcos, contou com a presença de 3 jovens pertencentes à rede ex aequo. Esta é uma associação portuguesa de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgénero e simpatizantes que tem como objetivo trabalhar no apoio aos jovens e na informação social relativamente às questões da orientação sexual e de identidade de género.
Este grupo dinamizou nesta escola várias sessões destinadas a alunos do 11º ano, nas quais estiveram presentes, também, professores e técnicos de saúde. Com uma linguagem clara e uma postura aberta e séria, estes jovens conseguiram apresentar a sua associação, a sua missão e explicar as várias nuances das opções sexuais dos indivíduos na sociedade atual, que urge conhecer para que haja uma mais fácil integração dos mesmos na família e na comunidade.
Recorrendo ao diálogo, mas também socorrendo-se de algumas histórias de vida, conseguiram que os alunos interviessem livremente, tecendo comentários ou levantando questões. Desconstruindo “chavões” e pondo de lado preconceitos, esta ação teve um peso formativo muito importante para os jovens que tiveram a sorte de poder estar presentes.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Sessão sobre a Guerra Colonial e Descolonização

No dia 27 de fevereiro, na aula de História do 12º E, o convidado foi o professor Edgar Pereira (Educação Física). Este vei passar o seu testemunho da sua vivência em Angola, antes do 25 de Abril e de como contacto com a guerra colonial. O professor falou aos alunos do processo de descolonização e do seu regresso a Portugal (à Figueira da Foz). Também deu a conhecer aos alunos o processo algo difícil, mas bem conseguido, da integração das pessoas que chegaram ao nosso país.
A professora Isabel Sousa, que tinha ido à sala só para fotografar, acabou por ser convidada para partilhar o seu testemunho sobre a sua estadia em Moçambique nos finais dos anos 60 e inícios de 70. Esta partilhou com os alunos a sua experiência e recordações de África (a vida tranquila antes do 25 de Abril, a guerra e a falta de alimentos), as suas recordações e o seu regresso à Figueira da Foz. 
Foi uma aula aberta, viva e muito enriquecedora.  Uma experiência a repetir.

Os alunos do 3º CEB foram ao Avalon Theatre


Teatro Avalon - Escola Cristina Torres


No dia 25 de fevereiro, a Biblioteca Escolar (em articulação com os professores de Inglês: Isabel Bernanrdes, Glória Cabete, Odília Pinto, Pedro Jorge e a diretora de turma Irene Fontinha) selecionaram alunos e acompanharam-nos a uma peça de teatro em inglês nativo, pelo Avalon Theatre.
Esta atividade teve como parceira a Biblioteca Municipal e a Autarquia da Figueira da Foz (que cedeu o autocarro para transporte dos alunos). Estiveram envolvidos 65 alunos de turmas do 3º CEB e foram acompanhados por três professores: Isabel Sousa, Glória Cabete e Preciosa Romão.
Os alunos tiveram oportunidade de ver uma peça  representada por atores ingleses, cujo enredo tinha a ver com o tema do "Robin dos Bosques" (atualizado). Os alunos foram chamados a participar e divertiram-se muito.
Foi uma experiência muito positiva em termos de aquisição de competências da língua inglesa e do contacto com uma peça de teatro agradável e adequada à sua faixa etária. Pensamos que é uma forma de captar novos públicos para esta arte.

Sessão para Pais - "Amar é educar"

No passado dia 25 de fevereiro , no Jardim de infância de Maiorca, pertencente ao Agrupamento de Escolas Figueira Norte, decorreu uma ação para pais e encarregados de educação, realizada pela Psicóloga do agrupamento, Dra. Leonilde Inácio, com a colaboração da psicóloga Dra. Ana Gabriela Martinho, sobre o tema "amar é educar". Foi um encontro que enriqueceu a comunidade educativa, estabelecendo mais um elo de ligação entre a escola e família, com um ambiente íntimo e tranquilo, no qual os presentes tiveram oportunidade de expor e esclarecer as suas preocupações, dúvidas ou dificuldades, relativamente à educação dos seus filhos.   
No final tiveram oportunidade de saborear um chá com uma iguaria feita pelos educadores e funcionária, com a participação muito carinhosa e dedicada dos seus filhos. Mas… ficou tanto por dizer e partilhar que o próximo encontro já está agendado para o dia 11 de março.

Às Psicólogas, que com tanto carinho e disponibilidade nos deram os seus conhecimentos e experiência, o nosso muito obrigado!  

Prova de Orientação


Decorreu, na manhã do dia 26 de fevereiro, uma Prova de Orientação organizada pelo Agrupamento de Escolas Figueira Norte (AEFN), com a colaboração da secção de Orientação do Ginásio Clube Figueirense.
Neste evento desportivo, em participaram 150 alunos organizados em equipas de três elementos, esteve também presente o núcleo da Cruz Vermelha de Maiorca, prestando o necessário apoio.
O AEFN agradece a colaboração do Ginásio Clube Figueirense e o apoio da Cruz Vermelha de Maiorca.


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Comportamentos de risco-modos de atuação




Decorreram nos dias 29 de janeiro, na Escola Cristina Torres e 19 de fevereiro, na Escola Pintor Mário Augusto, ações de formação para Assistentes Operacionais sobre “Comportamentos de risco – modos de atuação”, dinamizadas pelo Dr. Alexandre Ferreira, técnico da Associação Fernão Mendes Pinto. As sessões promovidas pela Equipa PES tiveram como finalidade sensibilizar estes profissionais para a identificação de comportamentos de risco nos jovens e modos de atuação.
Com um discurso claro e esclarecedor o Dr. Alexandre captou a atenção de todos através de uma constante interação com o público, esclarecendo dúvidas e dando pistas para a resolução de situações problemáticas.
A Escola agradece a gentileza, empenho e disponibilidade deste técnico na realização das sessões. 

A magia do teatro



No dia 21 de fevereiro tivemos o prazer de ter na escola sede do agrupamento Figueira Norte o ator António Fonseca que nos presentou com uma dramatização de extratos da obra Os Lusíadas.
O espetáculo constituiu um mergulho no universo mágico da grande obra épica da literatura portuguesa, abordada de uma forma coloquial, em que se misturaram sabiamente a declamação de episódios e extratos significativos com comentários que não só acionavam a atualização da obra como promoviam a interação com o público – os nossos jovens alunos.
“Eu quero fazer uma atualização d’ Os Lusíadas, não a sua arqueologia», afirmou António Fonseca. «Quero contá-la neste tempo, porque as grandes histórias fazem sentido, inquietam, fazem rir e chorar, não só na altura em que são escritas como mil anos depois.»
A iniciativa, promovida pelos professores de Português, proporcionou um momento único a cerca de duzentos alunos do 9º e 12º anos. Assim, o espetáculo ocorreu em dois momentos distintos: de manhã, uma versão destinada aos alunos do 12º ano, que têm vindo a estudar Os Lusíadas,  e à tarde a versão para os alunos do 9º ano (que irão começar o seu estudo dentro em breve).  
Durante cerca de três horas, António Fonseca declamou, de memória, extratos de Os Lusíadas, comentando passagens, explicitando partes para os alunos, que ouviram em silêncio a declamação, apenas interrompida pelos risos provocados pelos comentários do ator. Foi efetivamente surpreendente a atenção com que os alunos bebiam as palavras do ator, numa atitude de expetativa e descoberta renovadas. Como é que António Fonseca conseguiu cativá-los? O próprio afirma que “Como ator, quero que as pessoas se riam, se emocionem e, eventualmente, se inquietem”. O ator procurou (e conseguiu…) maravilhar os alunos, e despertar ou renovar a curiosidade pelo texto de Camões, numa abordagem diferente mas simultaneamente complementar do trabalho desenvolvido pelos professores.
"Há mais de dois anos sonhei dizer Os Lusíadas de cor. A ideia foi-se-me impondo. (...) Comecei verso por verso, estrofe por estrofe, episódio por episódio, canto por canto. Foi-se-me revelando uma grande estória da vida, uma grande estória da condição de ser humano, uma metáfora enorme da nossa condição de seres históricos, em qualquer sítio, em qualquer contexto cultural, em qualquer tempo", diz no seu blogue, onde explica por que se decidiu pegar na obra-prima de Luís Vaz de Camões.
Talvez porque a obra seja recriada não só de memória mas, sobretudo, com o coração, a atuação de António Fonseca foi perfeita e este constituiu um momento que, certamente, perdurará na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de a ela assistir.

A coordenadora do Departamento de Línguas,
Isilda Marques