quinta-feira, 12 de junho de 2014

Trabalho de Português - PALAVRA


Não é tarefa fácil escolher, de entre um tão vasto conjunto de palavras, a mais importante ou aquela que faria mais falta se deixasse de existir e, portanto, optei por aquela palavra que, certamente, ninguém escolheu – a palavra “palavra”. Ela mesma, aquela que, sendo uma palavra, é também a que representa o conjunto de todas as outras, aquela que vai correndo, quase impercetível, mas cuja ausência poria em risco toda a linguagem humana.

Uns têm o dom da palavra, outros são gente de palavra, uns cumprem a sua e outros não têm sequer direito a ela. Seja como for, todo e qualquer homem faz uso dela quando escreve, quando lê e até mesmo quando pensa.

Na ausência da palavra, como me teria sido solicitada esta tarefa de escrever? Como teria eu pensado no que escrever? Como teria escrito? E como poderia alguém ler o que escrevi? Sem a palavra, como se relacionariam as pessoas? Como seria feita a mudança? A evolução? Como nos amávamos se não pudéssemos pensar no amor? Ou como odiávamos se não reflectíssemos sobre o ódio?

Se não existisse a palavra, não havia o pensamento e, se não houvesse o pensamento, não havia mais nada e, se não houvesse mais nada, não havia mais nada. E o mundo era só isso – nada.

A “palavra” é o centro de tudo. Afinal, que diríamos nós sobre as palavras se não soubéssemos que eram palavras? Nada, rigorosamente nada. E, se pensarmos, “nada” também é uma palavra e, por isso, nada feito.

De entre todas as palavras, que nunca esqueçamos aquela que lhes dá o nome, a “palavra”, porque, se a esquecermos, esquecemos tudo o resto.

Ponto final.

Laura Cabete 2013

 

Trabalhos de alunos - Português

Agora que estamos a chegar ao fim do ano e que algumas turmas já terminaram as aulas, vale a pena recordar alguns bons trabalhos que os alunos realizaram. O texto que quero partilhar convosco é de uma aluna do 9º B, a Mariana Pimenta. Foi escrito num teste (!) no terceiro período. Pedi aos alunos que escrevessem um texto sobre a nossa cidade que pudesse ser publicado numa revista sobre viagens. Porque o tema- penso eu- interessa a todos e porque ler um texto de qualidade- tenho a certeza- é um prazer sempre, aqui fica. As saudades  também. Mas ter saudades é bom!
 
Amélia R
 
 
A Figueira da Foz é uma cidade costeira que se prolonga ligeiramente para o interior e inclui, nas zonas geográficas que valem a pena ver, uma serra espetacular à beira-mar.
Não considero uma visita a esta cidade menos importante do que uma estadia numa dessas cidades reconhecidas mundialmente, não pelas suas qualidades geográficas ou pela sua beleza, mas por serem o paraíso para os consumistas viciados no adquirir de novos e inúteis materiais.
Decerto que essas tristes pessoas não acordam de manhã e olham pela janela. Não por faltar tempo ou vontade, mas porque não há nada lá fora que valha a pena ver. Não se podem maravilhar com a beleza da praia da Figueira, a cor única e a luz única, que fazem por si só com que uma visita a esta cidade se justifique.
A luz da Figueira é de facto bastante especial. Nesta cidade as cores são mais brilhantes, a luz é mais pura, mesmo nos dias em que as nuvens cobrem o sol há uma claridade que fere a vista, o que proporciona uma felicidade inconsciente.
Mas as praias e a luz não são as únicas razões pelas quais adoro a minha cidade. É impossível sentir-me desanimada quando passeio pela serra, e sinto sempre nostalgia quando vejo o farol, que me faz lembrar os tempos em que acreditava que ele tinha um diamante gigante por dentro.
E se alguém o visitar, vai descobrir que até tem.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Dia do Vinho



O Projeto Saber Português concluiu as suas atividades deste ano letivo com chave de ouro: o Dia do Vinho.

Dando continuidade à iniciativa do ano anterior, o Projeto voltou a juntar a literatura à celebração de Baco, o deus do vinho, adaptação romana do deus grego Dioniso, também deus do teatro e da festa. Desta vez, o mote foi dado por Miguel Torga, o poeta de Trás-os-Montes, cantor daquela terra de xisto, “terra grossa, fragosa, bravia (…) Não se vê por que maneira este solo é capaz de dar pão e vinho. Mas dá.” Pois dá. E é um vinho maravilhoso, como o puderam comprovar os vinte e cinco participantes no opíparo almoço da Quinta do Crasto.

Vimos, ainda de manhã, a terra do poeta, S. Martinho de Anta, com o “Negrilho”, a casa, o túmulo adornado pela torga. Visitámos o castro de Sabrosa, na extremidade oriental da Serra do Criveiro, com as suas ruínas imponentes. E depois, fomos para a Quinta. Uma área de 130 hectares, estendendo-se desde o leito do rio até cerca dos 600 metros de altitude, na margem direita do Douro, entre a Régua e o Pinhão.

O regresso fez-se ao entardecer, com uma luz doirada derramando-se pelas encostas do Douro, “Um mundo!”.

E era o dia 7 de junho do ano da graça de 2014.

As coordenadoras,

Silvéria Ramos e Teresa Seco

Jantar de Finalistas da nossa Escola - 6 de junho



Jantar Finalistas da Escola

Para mais tarde recordar...

A Escola deseja-vos as maiores felicidades nos exames e muito sucesso académico. Estaremos sempre aqui para por receber. Venham visitar-nos!!!

Vencedores da atividade Écoute et Réussis


Oferece livros e ganha novas leituras

A equipa que organizou a Feira do Livro Lido - Rúben, Ana Alves, Ana Delgado, Xavier, António, Gabriel e Bárbara (9º C), Mariana Pimenta e Daniel (9ºB), Filipa Pereira e Ana Rita Silva (9ºA) e Professora Amélia Ribeira- ofereceu à BE alguns livros comprados com o produto da Feira.

 

O objetivo da realização da feira não era o lucro, mas sim estimular o gosto pelos livros e pela leitura, sensibilizar para a adoção de hábitos “verdes” e para a importância da poupança. No entanto, apesar de ter havido muitos livros entregues e, portanto, a maior parte dos leitores ter levado livros “novos” sem utilizar dinheiro, apurou-se, no fim, um montante que a equipa decidiu utilizar para adquirir livros para a BE uma vez que deste modo muitos leitores poderão usufruir de novas leituras.

 
Aqui ficam os títulos:

Cidades de papel, de John Green

O Teorema de Katherine, de  John Green

A cidade das cinzas, de Cassandra Clare

A evasão, de Robert Muchamore   

A seita, de Robert Muchamore

As melhores histórias do futebol mundial, de Sérgio Pereira










 

 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Visita aos Açores




Sempre foi forte o apelo do mar. Em todos nós há um descobridor escondido, que quando pode e se sente acompanhado, aventura-se e vai explorando, dia após dia, as belezas da Natureza.
Foi com este espírito que um grupo de alunos do 11º ano, das turmas D e E, acompanhados pelos seus professores, fizeram uma visita a S. Miguel, Açores, atividade promovida pela disciplina de Geografia A.
Nos 5 dias que passámos em S. Miguel, conseguimos percorrer os principais circuitos da ilha e ficar a conhecer os seus diversos locais de interesse. Muito vimos, mas muito mais há para ver. Nunca iremos esquecer a sensação de estar dentro da cratera de um vulcão…felizmente está adormecido! Não vamos esquecer o aroma do chá Gorreana que, acabado de fazer, pudemos saborear e nos revigorou. Também não vamos esquecer o cheiro menos simpático das mofetas e sulfataras que pudemos visitar na Lagoa das Furnas. Nem da areia escura das praias. Nem da grande variedade de flores cujas cores e tonalidades tornam cada paisagem num caso único. Não esqueceremos a simpatia dos micaelenses…A lista é longa e não cabe neste texto.

Ficam as fotografias a atestar a nossa passagem e a provar que ainda há paraísos nesta Terra!

Centro de interpretação da Caldeira Velha

Centro de interpretação da Caldeira Velha

Estufas de ananazes Quinta das Três Cruzes

Lagoa das Sete Cidades

Miradouro do Cerrado das Freiras

Miradouro do escalvado

Miradouro do escalvado