terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Corta-Mato Escolar no AEFN



Numa organização dos professores de Educação Física e com a colaboração da Cruz Vermelha Portuguesa – Núcleo de Maiorca - decorreu no passado dia 26 de novembro, nas instalações da Escola Pintor Mário Augusto, o Corta-Mato Escolar.
Esta prova, em que participaram cerca de 200 alunos representando as escolas dos 1º. 2º e 3º CEB do Agrupamento  de Escolas Figueira Norte (AEFN), seleciona os alunos que posteriormente representarão o Agrupamento nas competições escolares concelhias e distritais.
A competição decorreu em ambiente de festa e são convívio entre atletas e muitos familiares dos alunos que assistiram, aplaudiram e também desempenharam funções de apoio ao evento.

O Campeonato Distrital Escolar de Corta-mato 2015 vai realizar- se na vila de Maiorca, no dia 11 de fevereiro, mais uma vez organizado pelo AEFN.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

IN MEMORIAM

Para sempre nos nossos corações.

"Foi pouco o tempo que passámos juntas, demasiado pouco, mas tu, com esse sorriso encantador, essa alegria de viver, toda essa simpatia, prontidão em ajudar e aconselhar, fizeste com cada momento valesse a pena. Nem eu, nem esta biblioteca voltaremos a ser as mesmas sem ti… minha querida D. Helena.". - Inês Romão , 12ºB.


«Já lá vão quatro anos desde "que caí de paraquedas" nesta escola. Estas palavras foram ditas pela pessoa mais maravilhosa que conheci na mesma. Uma pessoa muito querida, muito amiga e que sempre me ajudou quando precisei. Obrigado por tudo, D. Helena. Descanse em paz.»  - Xavier Oliveira, 10º F




Não vou escrever nada do género "Vou ter saudades". Claro que vou ter. Eu e toda a gente que a conhecia. Mas a Dona Helena não quereria que tivéssemos pena dela. Quereria que nos lembrássemos dela não pelos últimos momentos, mas pelos melhores. Por isso vou apenas relembrar os momentos que passámos. A Dona Helena tentava livrar a biblioteca de "rebeldes" que iam para lá fazer barulho. Nunca conseguia, por mais que tentasse, e andavam sempre a provocar-se uns aos outros. Gostava de tudo muito arrumadinho e todas as mochilas tinham de estar no devido sítio. Por muitas vezes levei a minha para dentro da biblioteca propriamente dita, mas a Dona Helena era demasiado astuta e perspicaz, e eu era obrigada a andar aqueles dez passos cansativos até ao armário de mochilas. Ajudou-me imensas vezes quando eu queria ler e não sabia o quê. Foi graças a ela que li o livro "Capitães da Areia". Também me ajudava quando eu sabia exatamente o que queria ler mas não fazia ideia onde estava. Tinha uma memória fotográfica - ou bibliográfica, acho que faz mais sentido neste caso - e a sua cabeça sabia de cor todos os livros da biblioteca, seus sítios e autores. Quando eu tinha de ficar na escola sem nada para fazer, ia para a biblioteca conversar com ela. Falávamos de tudo. No último dia de aulas, falávamos do fim das aulas. Eu achava ótimo e ela horrível (gostava mesmo do que fazia...). No primeiro dia de aulas falámos do começo das aulas. Eu achava ótimo e, claro está, ela também, apesar de tanto trabalho. Por isso ajudei-a a pôr os livros em ordem.
Numa das conversas contou-me que adoraria ir à Índia. Eu prometi-lhe que um dia iríamos juntas.
Obrigada 
Matilde Ribeira

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

“A melhor escola do Mundo”


 




No dia 24 de novembro, às 8.30, todos se aperceberam de que cada porta fechada da nossa escola estava aberta para os pensamentos e as impressões dos alunos.

Esta foi a forma encontrada pela equipa do Projeto Saber Português para comemorar o dia do aniversário da Escola Cristina Torres.

Os alunos do 7º ano e do 10º ano - aqueles que em setembro eram os “novos” alunos - escreveram, nas aulas de Português, pequenos textos sobre a perceção que tinham da escola antes de a integrarem e sobre o que pensam dela agora. Os textos foram selecionados, copiados e impressos em folhas amarelas. Essas folhas foram afixadas em todas as portas.

Algumas frases, as dos mais pequenos, são simples e pueris; outras revelam um pensamento organizado e um acentuado espírito crítico. Algumas fazem-nos sorrir (a maior parte das pessoas adultas esqueceram-se de como é importante ter acesso a canetas giras e baratas na Papelaria), outras emocionam-nos. São frases sinceras. Frases de quem sente orgulho na sua escola. Frases que nos enchem de alegria.

A equipa do Projeto

Amélia, Maomede, Silvéria, Teresa
 
 

 

Algumas das frases:

Quando eu passava pela escola, eu pensava que se entrasse cá dentro me iria perder, mas agora eu acho que a escola não é assim tão grande como parece.

Agora acho que é a melhor escola do mundo.

Diana Santos, 12 anos

Eu gosto desta escola. Agora a minha personalidade está onde devia estar, porque sinto que o meu lugar é aqui.

                                   João Francisco, 12 anos

A escola não é muito bonita por fora mas por dentro é muito bonita e tem muitos mistérios.

Natália , 12 anos

Agora adoro esta escola. Tem professores muito bons, tudo organizado, toda a gente é simpática e todos se preocupam muito com os alunos.

Inês, 12 anos

Penso que esta escola é grande; para mim, é a maior de todas as escolas. Gosto da escola, porque recebe bem os alunos e todos se preocupam com os alunos.

Karina, 13 anos

Antes das aulas eu andava nervosa, com medo de não fazer amigos, andava com medo de não me adaptar à turma. Mas tudo isto mudou logo no primeiro dia de aulas. Eu nunca pensei que o ambiente cá fosse tão acolhedor: as pessoas não ligam à aparência e isso é uma coisa óptima. A minha turma foi das coisas que mais me alegrou, é unida e todos são simpáticos e preocupam-se muito com os outros.

Não me posso queixar de nada, adoro isto!

                                                Eduarda, 10º ano,15 anos

 

Eu gosto muito da minha escola. É claro que o seu aspeto, a sua construção, não são das melhores, mas considero os amigos e a aprendizagem mais importante. Não me lembro propriamente dos meus sentimentos de quando vim para aqui pela primeira vez, mas lembro-me de que nunca me queixei da escola em si. Há pouco tempo, pintaram-na por fora. É claro que ficou mais bonita, mas adorava ver aquela pintura do “BIG-BANG” no bloco A: significava o início, um começo novo, a meu ver. E, não sabendo bem porquê, marcou-me.

É claro que a escola tem aspetos negativos, como chover no polivalente, mas acho que isso é um pouco insignificante.

Marta Soares, 10º C

 

A escola Cristina Torres tem um bom ambiente, os professores têm uma boa relação com os alunos e os funcionários são porreiros.

Para mim foi fácil fazer amizades, pois o pessoal é simpático e simples.

Quando entrei pelo portão, não sabia o que me esperava e não estou arrependida de ter escolhido esta escola.

Ana Sofia Marques 10ºC

 

Na minha opinião, esta escola tem um bom ensino e uma boa aprendizagem. Mas há escolas que têm melhores condições. Esta escola tem bons alunos e a inteligência não depende das condições.

Roberto Dias, 10º C

 

Quando cheguei à escola Cristina Torres, deparei-me com uma realidade diferente das outras escolas. Aqui não existem confusões entre colegas e todos são acolhedores, tanto grandes como pequenos, são muito amigáveis. Todos aqui nos tratam bem, tanto funcionários como professores. Isto é uma escola diferente, uma escola melhor.

Gonçalo Fritas, 10ºC

 


 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

AULA ABERTA: Como sintetizar


 
 
Foto da autoria  da equipa
A equipa do Projeto Saber Português dinamizou mais uma aula aberta, dirigida a todos os professores do Agrupamento, na Escola Secundária c/ 3º CEB de Cristina Torres, no dia 19 de novembro de 2014, das 14.35 às 16.05.

Desta vez, o tema foi “Como sintetizar”. A reflexão começou pela definição de discurso. Posteriormente, fez-se a distinção entre o discurso oral, mais espontâneo e descuidado, e o discurso escrito, mais elaborado e cuidado.

Todos nós, professores, reconhecemos a importância de um discurso conciso e sucinto, seja na nossa prática letiva, na redação dos inúmeros documentos que nos são exigidos, seja nas relações interpessoais. Na realidade, sabemos que temos tendência para sermos redundantes, pleonásticos, prolixos.

Foto gentilmente cedida por Fernanda Craveiro
A sessão, partindo de vários exemplos, permitiu praticar, testar e exercitar a capacidade de síntese dos presentes, tanto ao nível do discurso oral como do discurso escrito.

Os nossos agradecimentos aos dezoito colegas que participaram entusiasticamente na sessão. Continuamos a acreditar que este tipo de atividades é uma mais-valia para a nossa escola.

 A equipa do Projeto

Amélia, Maomede, Silvéria, Teresa

 


 

Exposição sobre a Pobreza no Polivalente da Escola Cristina Torres




A Escola Cristina Torres teve patente na semana de 17 a 21 de novembro, no polivalente, uma exposição de fotografia que teve como mote "A Pobreza".

Através de fotografias captadas no nosso país e estrangeiro, certos artistas locais tentaram captar esta enfermidade social do séc. XXI. O abandono, a fome, a pobreza, o desalento a desesperança e a indiferença, tudo isto captado pela objetiva do fotógrafo.

O cartaz promocional da atividade na escola foi concebido pelo Professor de EV, Élio Henriques.


Cartaz promocional da atividade concebido pelo Professor de EV, Élio Henriques.
Pretendeu-se que, através da imagem, que os nossos alunos ganhem uma maior sensibilidade relativamente às questões sociais e se sintam impelidos a intervir em prol de uma sociedade mais justa.

A exposição esteve na nossa escola cedida pela Casa de Nossa Senhora do Rosário.


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Divulgação da Patrona nas escolas da EB1 Santana, Maiorca e Quiaios - Baú de Histórias de Cristina Torres

As professoras responsáveis pelo Centro de Documentação de Cristina Torres, Clara Martinho e Isabel Sousa deslocaram-se no dia 17 de novembro a três escolas do 1º CEB: Santana, Maiorca e Quiaios. Através de documentos iconográficos e outros, que foram saindo de um baú, os alunos foram conhecendo aspetos da vida da patrona da escola sede do seu Agrupamento. Falou-se da mulher, da professora, da conferencista, da sua intervenção política e cívica na cidade onde viveu e exerceu a sua profissão. O seu percurso de vida e as suas ideias ditaram uma perseguição, da qual foi vítima, durante o Estado Novo. Afastada da sua cidade para uma escola de Braga, o regresso e o afastamento... a sobrevivência como professora do ensino doméstico.
Os alunos ficaram curiosos, fizeram perguntas e quiseram ver os documentos na sua mão.
No fim receberam um "livrinho" com uma bonita frase (sempre atual) de Cristina Torres.








terça-feira, 18 de novembro de 2014

Dia do Origami

 

A BE da escola Pintor Mário Augusto comemorou o Dia do Origami, em articulação com as docentes da Escola EB1 de Castanheiro, e contou com a colaboração da origamista, Dr.ª Graça Barão, coordenadora interconcelhia  da Rede de Bibliotecas Escolares.
Os alunos conheceram um menino chamado Akira que aprendeu a fazer brinquedos de papel, sem cola, nem tesoura, apenas com dobragens… A história deu o mote para a apresentação da convidada (Graça Barão) que, por sua vez, os fez viajar pelo mundo do origami. Nesta viagem não faltaram as dicas de execução, o tipo de papel, as dimensões, os instrumentos, os modelos…
A plateia assistiu deliciada a todas as explicações, absorvendo como esponjas tudo o que viam e ouviam e disso deram provas com as suas intervenções.
O entusiasmo subiu quando viram surgir os modelos, que foram sendo construídos à sua frente. E subiu ainda mais quando perceberam que os  modelos de origami também servem para contar histórias.  Assim surgiu a história dos “Três Porquinhos”, dramatizada pelos próprios alunos que deram vida à sua personagem de papel.
Ainda houve tempo para a confeção de tsurus, - ave sagrada do Japão, símbolo da saúde, da boa sorte, da felicidade, da longevidade e da fortuna e atualmente também associado ao Dia da Paz. Diz-se até que quem conseguir fazer 1000 tsurus consegue ver um desejo realizado. Neste sentido a origamista ofereceu um tsuru, para colocar em cada sala de aula para dar sorte a todos e deixou um desafio aos alunos: confecionar muitos tsurus e depois fazerem uma exposição e escolherem o mais bonito e o mais bem feito. Para já, não vai faltar matéria-prima, papéis já têm, o esquema de execução também, só falta mesmo é por mãos à obra.
A atividade cativou a pequenada e os respetivos professores, que interagiram com muito empenho, entusiasmo e, sem darem conta, a brincar, trabalharam em história, geografia, geometria e oralidade, deixando claro que as salas de aulas podem mudar de lugar sempre que se quiser.”
Margarida Matos, adjunta da Direção do AEFN