domingo, 12 de abril de 2015

Palestra sobre "A Maçonaria na História"









A Maçonaria na História foi o tema de uma palestra proferida por José Santos Silva, que decorreu na passada quarta-feira, dia 8 de abril, pelas 15 horas, na Biblioteca Escolar.

Integrada num conjunto de atividades dinamizadas pelo Centro de Documentação de Cristina Torres, que têm evocado a figura da nossa patrona no ano em que se evoca o 40º aniversário da sua morte, a palestra do Técnico do Museu Municipal da Figueira da Foz revelou-se de inestimável interesse, uma vez que permitiu aos docentes do agrupamento conhecer melhor a conturbada época em que esta figura feminina viveu e o tipo de relações que estabeleceu enquanto lutava pelos seus ideais. Certamente a influência do seu marido, membro da maçonaria da Loja Germinal na Figueira da Foz, terá sido determinante na continuidade da defesa dos ideais republicanos de Cristina Torres.

Santos Silva revelou ainda nomes de maçons com um papel relevante na cultura, nas artes, na política e na ciência ao longo da História nacional e mundial. Foram também mostrados aos presentes diversos artefactos simbólicos pertencentes a maçons figueirenses e que hoje pertencem ao acervo do Museu Municipal.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Quiz 4 You nas Jornadas Culturais

Equipa a jogar
No dia 19 de março seis turmas do 8º e 9º ano participaram num campeonato de Quiz 4 you com questões sobre História de Portugal e Cultura Geral. Os alunos participaram com muito entusiasmo nesta atividade que os fez rever alguns conteúdos do currículo da disciplina de História. Das duplas em “confronto” sagraram-se vencedores os alunos das turmas 8º A, 8º B e 9º B. Mais importante do que ganhar, é o facto de os alunos aprenderem e consolidarem conhecimentos jogando.

Quiz 4 you

Ilustradora Ana Biscaia em Workshop nas Jonadas Culturais na Escola Cristina Torres



Ana Biscaia fala com os alunos sobre os seus desenhos
A ilustradora figueirense, Ana Biscaia, esteve na Escola Cristina Torres, no dia 19 de março para realizar três sessões de workshop de ilustração para alunos das turmas do 7º ano. A Biblioteca Escolar convidou a artista para estar presente na nossa escola, enriquecendo as II Jornadas Culturais, falando da sua formação, das suas obras e da importância que a ilustração e o texto têm na criação de um livro. Foi uma oportunidade dos alunos contactarem com a obra e a artista, o que constitui sempre um momento de aprendizagem significativo para os nossos alunos.

Ana Biscaia fala dos seus livros a alunos e professores

Entrega de pémios aos vencedores do Concurso Nacional de Leitura - Fase de Escola



João Gomes e Ana Gabriela, 9º ano - Vencedores do 3º CEB

 

Francisco Dias - 8º B - 2º Lugar 3º CEB
 
Xavier Oliveira, Cláudia Esteves e Ana Carolina Serra - Vencedores do Secundário
No dia 20 de março a Biblioteca da Escola Cristina Torres presenteou as competências leitoras dos alunos vencedores do Concurso Nacional de Leitura – 2014/15, fase de escola.
Seis alunos foram distinguidos como vencedores (três do 3º CEB e três do Secundário), para além de cinco menções honrosas no 3º CEB e duas no secundário.
Os alunos vencedores do 3º CEB foram: João Gomes, 9º ano; Francisco Dias, 8º ano e Ana Gabriela Guedes, 9º ano. Do secundário foram vencedores: Cláudia Esteves, 11º ano; Xavier Oliveira, 10º ano e Ana Carolina Serra, 10º ano. Estes alunos irão disputar a fase distrital na Biblioteca Municipal de Montemor-o-Velho no dia 28 de abril.
Os alunos receberam diversos prémios, em especial livros, material escolar e bilhetes de cinema para o CAE. Os prémios só foram possíveis devido à gentileza dos patrocinadores, a saber: CELBI, Biblioteca Municipal (Divisão da Cultura da CMFF), Junta de Freguesia de Buarcos, Leya Editores e Porto Editora. A todos o nosso agradecimento muito especial.

terça-feira, 31 de março de 2015

Ovos de Páscoa

Na Escola Pintor Mário Augusto foram distribuídos ovos de Páscoa a toda a comunidade Escolar. Também o pessoal não docente da Escola Cristina Torres foi brindado com este presente. Foram registados esses momentos...
 

 
 
 

domingo, 29 de março de 2015

Boa interrupção de Páscoa

Votos de uma excelente interrupção de Páscoa a toda a comunidade do Agrupamento de Escolas Figueira Norte.

A LINHA DE UM TEMPO


O trabalho que se apresenta foi produzido para a disciplina de Literatura Portuguesa. O Miguel analisou as fotografias vencedoras do concurso da National Geographic e, inspirado por elas, escreveu este texto. As fotos foram retiradas do endereço indicado.




 

A LINHA DE UM TEMPO

Quando nascemos e somos crianças, sentimos o pleno gosto da liberdade, da alegria, não sentimos medos, receios e, muitas das vezes, nem damos conta de que o perigo está à espreita.

E assim vamos crescendo… até que, na adolescência, começamos a sentir que somos pessoas diferentes rodeadas por pessoas tão iguais que não nos compreendem, não veem e não aceitam as nossas diferenças. Incompreensão é a palavra de ordem.

E assim vamos vivendo: isolados, enfiados no nosso mundo, rodeados de tanta gente que não nos diz nada. Resta o isolamento nesta teia de relações sociais.

E continuamos a crescer. Tornamo-nos adultos e somos a pressa das relações. Rodeados de tanta gente, não vemos ninguém, ninguém nos vê.

Vamos perdendo a nossa capacidade de convívio e de diálogo. Os problemas surgem e com eles a incapacidade de os resolver. A única solução por vezes encontrada é o virar as costas ao problema e ao outro. E assim se desfazem laços que nunca se ataram. E assim, damos lugar aos nossos instintos mais animais e lutamos de forma feroz e bruta por coisas às vezes insignificantes.

Tentamos mudar o rumo da nossa vida, tentamos dar o salto que falta e, às vezes, caímos no precipício.

A dor passa a fazer parte de nós e a única vontade que sentimos é a de voltarmos a ser crianças no local onde outrora nos sentíamos seguros e amados, pois concluímos que a única coisa que nos falta é alguém que nos ceda um ombro amigo e que nos faça sentir novamente a paz a tranquilidade e a harmonia há tanto tempo perdidas.

Neste jogo de lutas interiores, neste viver ao lado da tempestade, acende-se a luz da esperança, da crença em algo melhor, num arco-íris que anuncie que tudo vai melhorar.

O tempo não para. As rugas e as gorduras e a flacidez da pela fazem-se sentir de forma mais marcada. É a velhice. E é aqui que, ou por causa da idade, ou por causa da fragilidade que a idade traz, nos voltamos a aproximar dos outros. Esses outros que começamos a olhar como alguém parecido connosco. Porém, a solidão começa a instalar-se de forma mais aguda. A velhice vota as pessoas ao esquecimento, numa vida que ainda se torna mais triste, mais amarga, mais sofrida.

Soltam-se os gritos mudos num pedido de ajuda, mas que ninguém ouve ou sente. Passamos a ser o representante da nossa tribo: cheios de experiências e sabedoria mas sem ninguém com quem partilhar.

Começa-se a olhar para o tempo que passou e que ainda falta passar e sentimos que somos um prédio em ruínas. Somos a ruína do que já fomos e sentimos que o tempo já não volta e que as oportunidades já se esgotaram. Ficamos a olhar para o passado e a pensar que poderíamos ter sido muito mais felizes se, pelo menos, tivéssemos feito um esforço para atar os laços que não quisemos atar e olhar para o horizonte com uma perspetiva de que podíamos ter tornado o nosso mundo bem melhor.

Miguel Freitas
10ºG - Nº17