quarta-feira, 15 de abril de 2015

Tristão do Ó e Sóldia A Água da Fonte dos Afetos - Texto dos alunos do 7º A





            Há muitos, muitos anos, num castelo sombrio, tapado pela densa floresta, vivia Tristão do Ó. Era um jovem bonito, moreno de olhos pretos como azeitonas, mas muito triste e solitário. Apesar da enorme riqueza que possuía, não tinha a maior das riquezas, a liberdade.
           Tristão do Ó vivia com a mãe, uma senhora, também ela sem liberdade, angustiada pela solidão daquele castelo, e com o pai, rude e austero, possuidor de um coração de pedra. Tristão do Ó nunca tinha saído do castelo: nunca tinha visto a fonte dos afetos nem bebido da sua água mágica; nunca tinha contemplado os campos verdejantes que ficavam para além da floresta; não conhecia flores nem árvores de fruto, apenas conhecia a fruta que diariamente lhe chegava ao castelo, trazida por uma bela jovem camponesa de nome Sóldia, que Tristão do Ó também desconhecia. Sóldia era linda, tinha uns longos cabelos loiros como raios de sol, olhos azuis que pareciam o mar. Todos os camponeses gostavam muito dela, pela sua humildade, pela sua bondade, e por ser muito trabalhadora. Tinha sempre um sorriso nos lábios e quando corria pelos campos para apanhar fruta, parecia uma borboleta livre e feliz.           Era uma linda manhã de verão. O sol brilhava mais do que nunca, os raios atravessavam a floresta à volta do castelo e entre eles passava Sóldia. Ia levar ao castelo uns frescos morangos vermelhos como os seus lábios e aproveitava para beber água fresca da fonte dos afetos, nas imediações do castelo. Sóldia entrou no enorme portão de madeira, caminhou em direção à cozinha para entregar os frutos, porém não chegou lá. Nesse dia chamou-lhe a atenção uma senhora muito triste que estava sentada num banco de pedra do jardim árido e seco. Sóldia nunca a tinha visto antes. Apenas conhecia os criados do castelo. Soube que era a mãe do jovem Tristão do Ó. A beleza de Sóldia não passou despercebida ao olhar da triste senhora que, prontamente, a convidou a sentar-se. Ficaram a conversar durante toda a manhã ao som da água que caia na fonte. A triste mãe não podia adivinhar que a solução para todos os seus problemas estava mesmo do outro lado do muro alto e Sóldia também não.

          
  Como estava um dia de calor abrasador, a mãe de Tristão do Ó e Sóldia encolhiam-se na escassa proteção de uma parede. Nesse momento apareceu Tristão do Ó, vestido com um traje preto e gasto, morrendo por um pouco de sombra. Ao olhar para o triste rapaz, Sóldia encolheu-se e cedeu-lhe um bocadinho de banco e ofereceu-lhe um gole de água.
            Os dois jovens trocaram um doce olhar, no momento em que os raios de sol e o perfume do campo invadiam o espaço e o transformavam num luxuriante jardim. Tudo à sua volta brotava vida e alegria. Por magia, por amores ou pela água, Tristão do Ó sorriu pela primeira vez e a partir dai tudo mudou. Tinha nascido nesse dia uma grande paixão entre os dois jovens.

Trabalho coletivo da turma do 7º A na disciplina de Educação para a Cidadania.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Atividade de articulação “Educação, género e cidadania”



Na sequência de uma formação sobre “Educação, cidadania e género” que frequentara na Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra, a professora bibliotecária desafiou a professora de Ciências e Formação para a Cidadania, Ana Gomes, a fazer uma atividade de articulação com a turma comum, o 8º B. A ideia era que os alunos respondessem a vários formulários sobre a temática geral, com base nos “Guiões para o 3º CEB da Comissão para a Igualdade de Género”, tendo sido desenvolvido o subtema “Pensando o corpo”.

No dia 13 de abril, a professora bibliotecária esteve presente na aula de Formação para a Cidadania, onde fez a apresentação final, sustentada por gráficos relativos ao tratamento estatístico das respostas aos formulários anteriormente apresentados aos alunos em contexto escolar. Os alunos mostraram-se muito interessados e, ao longo da aula, gerou-se uma interessante dinâmica de interação entre as professoras e os alunos.

domingo, 12 de abril de 2015

ORIGAMI


No dia 7 de abril, na aula de Literatura Portuguesa do 10ºG, tivemos uma sessão de Origami, apresentada pela aluna Matilde Tigeleiro, do 9ºA.

Fomos completamente apanhados de surpresa, quando a professora deu início ao 3º período com esta atividade divertida que pretendia dar-nos a conhecer a arte milenar do Origami. A Matilde explicou-nos que esta arte da dobragem do papel permite criar todo o tipo de formas, apenas com um quadrado de papel e dobras sucessivas; não é permitido o uso de cola ou tesoura. Ela mostrou-nos alguns trabalhos já feitos, como estrelas ninja, um balão, uma caixa, um peixe… e outros. Depois, convidou-nos a fazer um cisne, partindo de um quadrado de papel colorido que ofereceu a cada um de nós. As indicações são as seguintes:

1.       Vincar o quadrado na diagonal, fazendo um triângulo;

2.       Dobrar as extremidades para a frente até ao vinco;

3.       Voltar a dobrar as dobras exteriores;

4.       Dobrar a ponta para trás;

5.       Vincar no meio;

6.       Dobrar para a frente, formando o pescoço do cisne.

Obrigada, Matilde, por esta aula bem diferente! Aqui fica uma fotografia de um dos cisnes conseguidos.


Texto resultante da “colagem” das notícias e dos textos instrucionais produzidos por alguns alunos

QUAL É COISA, QUAL É ELA…

         
 
No âmbito da disciplina de Português, a turma do 7ºC organizou um concurso de adivinhas que se realizou no passado dia 19 de março, pelas 10 horas, na sala 36 A, na escola Cristina Torres. Esta atividade integrou as Jornadas Culturais.

        A turma do 7ºB foi a convidada a participar neste concurso de sessenta adivinhas. Por motivo de empate, foram ainda feitas mais quatro adivinhas.

        A equipa vencedora, composta por Catarina Caçoete, André Casaleiro e Catarina Félix, destacou-se pelo elevado número de pontos. Mas todos os concorrentes estão de parabéns!

Aqui ficam uma das muitas adivinhas apresentadas e duas fotos da atividade.

 

Venho das ondas do mar,

nascido na fresquidão.

Não sou água nem sou sol,

trago tempero na mão.

O que é?

 

Texto produzido coletivamente na aula de 7 de abril, sobre a Notícia.

 

 

A Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra (FCTUC) nas Jornadas Culturais
















No dia 19 de Março esteve presente na Escola Cristina Torres o Professor Doutor Adérito Araújo, professor do Departamento e Matemática da FCTUC da Universidade de Coimbra, que no âmbito das Tardes da Matemática, promovidas pela Sociedade Portuguesa de Matemática dinamizou duas palestras para alunos do 12º ano e do 9º ano (Escola Cristina e Escola Pintor Mário Augusto).

Na primeira palestra, “ Culpado ou inocente”, os alunos do 12º ano descobriram como numa história que envolve um acidente rodoviário, polícias e advogados, onde parece não haver dúvidas quanto ao culpado, a ciência, nomeadamente a Matemática, permite reconstruir o acidente e estabelecer em conta e medida as responsabilidades aos envolvidos.


Na palestra “ As pontes de Konisberg”, os alunos do 9º ano deram sugestões para  a resolução do dilema dos habitantes da ilha da cidade de Konisbeg, ligada à cidade por sete pontes. Estes habitantes pretendiam passear-se entre a ilha e  a cidade, passando por todas as pontes mas sem passar sem  vezes na mesma ponte e após tantas tentativas falhadas pensavam ser impossível tal percurso.

Os alunos deixaram-se envolver nestas histórias, foram apresentando sugestões para as questões que iam surgindo e viram como a Matemática se pode aplicar na resolução de problemas reais.

A presentação do orador e os agradecimentos formais ficaram a cargo do professor João Carlos Soares.

Os nossos alunos na apresentação da obra: "O Herói português da 1ª Guerra Mundial",


Drª Ana Paula Cardoso (MMFF), Neta do Soldado Milhões e Francisco Galope (O autor)


O Herói português da 1ª Guerra Mundial
A convite da Divisão de Cultura da Câmara Municipal da Figueira da Foz e integrado no programa de atividades evocativas do centenário da I Guerra Mundial para 2015/ 2018, o Grupo Disciplinar de História do Agrupamento de Escolas Figueira Norte associou-se a esta iniciativa, uma vez que esta temática se integra no currículo de História do 3º CEB e do Secundário.
Os alunos do 7º E, 8º G e 9ºC, respetivamente das escolas Pintor Mário Augusto e Cristina Torres, deslocaram-se ao Auditório do Museu Municipal, no dia 9 de Abril, em transporte cedido pela autarquia, a fim de assistirem à divulgação da obra " O Herói português da 1ª Guerra Mundial", da autoria de Francisco Galope (jornalista da Revista Visão História).
Os alunos foram acompanhados pelos seguintes professores de História: Natércia Rasteiro, António Gonçalves, Rosa Maia e Isabel Sousa.
Os alunos assistiram à palestra com uma postura muito atenta e interessada e devidamente informados interagiram de modo bastante assertivo com o orador. Formularam questões reveladoras de um perfeito domínio do tema da obra e do respetivo contexto, evidenciando espírito critico e reflexivo.
 Tratou-se de uma iniciativa evocativa da batalha de La Lys, na qual participaram muitos militares do Concelho da Figueira da Foz, na qual se bateram heroicamente. Esta atividade foi bastante enriquecedora para os alunos e constituiu um forte contributo para o reforço da identidade nacional e divulgação dos factos e feitos da nossa História Nacional, com destaque para o herói da Batalha de La Lys, Aníbal Milhais, conhecido pelo soldado Milhões. Este condecorado pela sua coragem e generosidade com o mais alto galardão, a medalha de Torre e Espada, sendo o único soldado raso a recebê-la.






Palestra sobre "A Maçonaria na História"









A Maçonaria na História foi o tema de uma palestra proferida por José Santos Silva, que decorreu na passada quarta-feira, dia 8 de abril, pelas 15 horas, na Biblioteca Escolar.

Integrada num conjunto de atividades dinamizadas pelo Centro de Documentação de Cristina Torres, que têm evocado a figura da nossa patrona no ano em que se evoca o 40º aniversário da sua morte, a palestra do Técnico do Museu Municipal da Figueira da Foz revelou-se de inestimável interesse, uma vez que permitiu aos docentes do agrupamento conhecer melhor a conturbada época em que esta figura feminina viveu e o tipo de relações que estabeleceu enquanto lutava pelos seus ideais. Certamente a influência do seu marido, membro da maçonaria da Loja Germinal na Figueira da Foz, terá sido determinante na continuidade da defesa dos ideais republicanos de Cristina Torres.

Santos Silva revelou ainda nomes de maçons com um papel relevante na cultura, nas artes, na política e na ciência ao longo da História nacional e mundial. Foram também mostrados aos presentes diversos artefactos simbólicos pertencentes a maçons figueirenses e que hoje pertencem ao acervo do Museu Municipal.